En el mercado verde,
bala
del profundo
océano,
proyectil
natatorio,
te vi,
muerto.
Todo a tu alrededor
eran lechugas,
espuma
de la tierra,
zanahorias,
racimos,
pero
de la verdad
marina,
de lo desconocido,
de la
insondable
sombra,
agua
profunda,
abismo,
sólo tu sobrevivías,
alquitranado, barnizado,
testigo
de la profunda noche.
Sólo tú, bala oscura
del abismo,
certera
destruida
sólo en un punto,
siempre
renaciendo,
anclando en la corriente
sus aladas aletas,
circulando
en la velocidad
en el transcurso
de
la
sombra
marina
como enlutada flecha,
dardo del mar,
intrépida aceituna.
Muerto te vi,
difunto rey
de mi propio océano,
ímpetu
verde, abeto
submarino,
nuez
de los maremotos,
allí,
despojo muerto,
en el mercado
era
sin embargo
tu forma
lo único dirigido
entre
la confusa derrota
de la naturaleza:
entre la verdura frágil
estabas
solo como una nave,
armado
entre legumbres,
con ala y proa negras y aceitadas,
como si aún tú fueras
la embarcación del viento,
la única
y pura
máquina
marina:
intacta navegando
las aguas de la muerte.
Este é um blog de ficção feito para agradar a todos e a ninguém . Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência...
domingo, 22 de março de 2009
Poem Number 170 Summer in a Small Town
When the men leave me,
they leave me in a beautiful place.
It is always late summer.
When I think of them now,
I think of the place.
And being happy alone afterwards.
This time it’s Clinton, New York.
I swim in the public pool
at six when the other people
have gone home.
The sky is grey, the air hot.
I walk back across the mown lawn
loving the smell and the houses
so completely it leaves my heart empty.
they leave me in a beautiful place.
It is always late summer.
When I think of them now,
I think of the place.
And being happy alone afterwards.
This time it’s Clinton, New York.
I swim in the public pool
at six when the other people
have gone home.
The sky is grey, the air hot.
I walk back across the mown lawn
loving the smell and the houses
so completely it leaves my heart empty.
sábado, 21 de março de 2009
Os teus pés Quando não posso contemplar teu rosto, contemplo os teus pés. Teus pés de osso arqueado, teus pequenos pés duros. Eu sei que te sustentam e que teu doce peso sobre eles se ergue. Tua cintura e teus seios, a duplicada púrpura dos teus mamilos, a caixa dos teus olhos que há pouco levantaram vôo, a larga boca de fruta, tua rubra cabeleira, pequena torre minha. Mas se amo os teus pés é só porque andaram sobre a terra e sobre o vento e sobre a água, até me encontrarem.
Pablo Neruda
Pablo Neruda
segunda-feira, 16 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Sinto-me como se estivesse naquelas tardes de verão da minha infância, onde era muito feliz por tão pouco.
Etiquetas:
tardes de verão
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